domingo, 27 de dezembro de 2009

Origens da tristeza.


As grandes filosofias espiritualistas nos mostram que a felicidade não é desse mundo. Vivemos num mundo e estamos num estágio evolutivo que não nos é dado desfrutar da felicidade. Toda a felicidade no nosso planeta é relativa.
Em uma síntise que procura englobar várias visões espiritualistas podemos resumir que a origem da tristeza reside na ignorância. Mas vamos nos explicar mais um pouco.
A lei de Deus é inexorável! Isso significa que a mínima tentativa de não segui-lá provocá-nos os males que por sua vez nos causam a tristezas. Paradoxamente, esse é o princípio da evolução. Evoluimos porque sentidos dor ao tentar violar a lei de Deus, que diga-se de passagem - é inviolável, inexorável, totalmente sábia e justa - dessa forma, para não sentimos dor, procuramos entender essa magnânima lei. Consequentemente, evoluímos.
Analisando pelo princípio de que já vivemos várias vezes, ou seja, já tivemos muitas encarnações, pressupõem-se que erramos muito, adquirmos um carma que reflete em nossa vida atual. Essas seriam causas de tristezas que têm suas raízes anteriores a nossa existência atual.
Há, também, as vicissitudes, ou seja, vivemos num mundo onde estamos sujeitos à várias tragédias que nos assolam. Uma falta de prudência, uma não-observação de um perigo pode nos causar tristeza. Essas seriam as causa atuais das nossas tristezas.
Vejamos outras causas da tristeza.
Causas materiais.
O ser humano sofre pela sua ganância, sofre por querer possuir. Quando os altos estudos nos mostram que a nossa real necessidade material é apenas aquilo que nos mantêm vivos e o restante é tudo supérfluo, temos aí uma noção de nosso estágio de evolução.
Causas espirituais (ou morais).
Num determinado momento, e dependendo de cada um e do nível evolutivo [1], o ser humano sente-se triste por reconhecer seu estágio de evolução. Reconhece que sofre (grande dádiva) entende que a alegria pode ser sinal de ignorância quando se manifesta sem critérios confiáveis. Essa causa, se analisada precipitadamente, dá a entender que é consequencia de um conhecimento. A princípio sim. Mas, esse conhecimento não foi suficiente para acalmar e não refletiu numa fé no futuro. De todo modo, é um princípio positivo quando reconhecemos a situação a qual nos encontramos.
Segue abaixo algumas pensamentos de grande filosofias espiritualistas, vale lembrar que às vezes elas não necessariamente estão contidas em livros próprios destas, mas são incorporadas e servem a outros pensadores.
"O mais rico é aquele que tem menos necessidades" Allan Kardec, O Livro dos Espíritos.
"A cessação do sofrimento advém da eliminação total da ignorância e do desapega à ganância e aos desejos, alcançando um estado de suprema bem-aventurança ou nirvana, onde todos os sofrimentos são extintos." Princípio budista. In: http://hsingyun.dharmanet.com.br/buddhismo.htm.


"Passem de largo os endoidecidos da alegria, muito de largo. Riqueza da alma, psíquico tesouro, só é a dor..." Órris Soares In: Eu e Outros Poesias. Augustos dos Anjos.


Nota.
[1] Refere-se aqui às características subjetivas e de cunho essencialmente espiritual, não se aplicando à determinado povo, etnia ou nação. De modo que, um indivíduo que compõe uma sociedade dita "primitiva" pode estar num elevado nível espiritual.

Referências.
As ideias expostas aqui foram sintizadas de leituras de algumas obras das várias filosofias espiritualistas. Com uma base muito forte no Budismo e no Hinduísmo. Sendo muitos de seus princípios amplamente divulgados na rede. De todo modo segue abaixo algumas leituras que influênciaram nesse post.
UBALDI, Pietro. A Grande Síntese. [trad. Carlos Torres] 16 ed. Campos: Fundapu, 1988.
GAARDER, Jostein; HELLEREN, Victor; NOTAKER, Henry. O livro das religiões. São Paulo: Cia. da Letras, 2005.
SILVA, W.w. da Matta e. Umbanda de todos nós [Mestre Yapacani) São Paulo: Ícone, 2007.
LAITMAM, Michael. A revelação da Cabala: um guia da pessoa comum para um vida mais tranquila [trad.Daniel Rubens Rega da Moura] Rio de Janeiro: Imago, 2008.
Todas obras básicas do espiritismo. Por Allan Kardec, em especial: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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