quarta-feira, 30 de junho de 2010

O espírito - uma visão espiritualista.

Suposta materialização de Emmanuel.
Espírito protetor de Chico Xavier.
Fonte da imagem: Saindo do Matriz.
O termo espírito tanto para dicionários como para um grupo muito grande de pessoas, espiritualistas ou não, faz referência a algo imaterial que existem no ser humano. A existência desse princípio imaterial é contestada principalmente (mas não unicamente) pela ciência e por um grande grupo de pessoas que acreditam que a vida cessa com fim das funções biológicas do organismo.
Aqui faremos uma compilação espiritualista levando-se em conta principalmente três sistemas de crenças que formaram a base para o que se lê a seguir. O Espiritistmo, a Umbanda e o Hinduísmo.
Primeiramente o espírito não é um ser que vive em nós. Essa confusão é muito comum. Diz-se: meu espírito, quando eu morrer meu espírito...etc. Na verdade nós somos o espírito. Porém, estamos encarnados. A consciência, os pensamentos, a inteligência, a raiva; dentre outras virtudes ou defeitos que temos, são atributos do espírito.
Uma definição de espírito análoga nas três religiões que propomos a analisar pode ser a seguinte: espíritos são seres inteligentes e imateriais que vivem, atuam e estão presentes no mundo imaterial, mas que tem contado com o mundo material transformando-o e modificando-o.
Para a Umbanda os espíritos não foram criados, ou seja, existem de todo o sempre como Deus. Para o Espiritismo, Deus criou e cria os espíritos. Para o Hinduísmo todas as almas são reflexo da alma universal - Brahman.
O espírito quando encarnado está ligado ao corpo por um outro "corpo", o qual o espiritismo chama de perispírito. É esse corpo, de matéria sutil, que possibilita um total contado entre o espírito, imaterial, e o corpo, material.
No desencarne o espírito usa seu corpo "semi-material", o perispírito, para atuar fora do corpo. Esse corpo não tem a capacidade de interferir no mundo material, a interferência se dá via pensamento e fluídos que emanam dos corpos dos vivos (ou dos recém-mortos). O espírito, a partir de um determinado momento em sua evolução, no princípio de suas encarnações como ser humano, tem consciência própria de seus atos e responde perante a lei de Deus pelo que fez ou deixou de fazer.
Por uma lei inexorável - lei do carma e da reencarnação - os espíritos são impelidos a se reencarnarem inúmeras vezes em busca da compreensão e do conhecimento até atingir um estágio evolutivo onde não haja mais necessidade de reencarnar.
Existe uma hierarquia entre os espíritos. Essa é essencialmente moral e irresitível. Por uma força incoercível os espíritos são fadados a evolução. Os espíritos evoluídos trabalham no sentido de promover essa evolução, no tempo certo, na medida certa e em circunstâncias desconhecidadas para a grande maioria da humanidade, encarnada ou não.


Referências:
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos [trad. Salvador Gentile] 74 ed. Araras:IDE,1992.
GAARDER, Jostein; HELLEREN, Victor; NOTAKER, Henry. O livro das religiões. São Paulo: Cia. da Letras, 2005.
SILVA, W.w. da Matta e. Umbanda de todos nós [Mestre Yapacani) São Paulo: Ícone, 2007.

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