sexta-feira, 29 de abril de 2016

Considerações sobre o fim do mundo.


Poderíamos falar sobre o fim do mundo em qualquer época da humanidade e mesmo assim encontraríamos profecias, dados e uma outra variedade de mistérios e previsões que sustentariam nossos argumentos.
Recentemente era a chegada do ano 2000, que causava certa apreensão , muito divulgado na internet e até em livros o ano 2012, profecia Maia. A questão ambiental, onde cientistas de renome apontam para catástrofes iminentes. Em síntese, de esotéricos a cientistas sempre se acha algo para falar e prever sobre o fim do mundo.
Vale lembrar aqui que essas teorias e previsões não são nada recentes. Nos dias atuais, com os meios de comunicação, elas apenas são mais divulgadas. Há relatos de medos semelhantes (ou até piores) por volta do ano 1000, logo que Jesus morreu também houve temores sobre o fim do mundo. Bom. Toda época, todo momento, parece ser o último, o fim dos tempos sempre está próximo. Com algumas passagens mais propícias a tais comentários, de modo geral, as viradas de milênios e de séculos, catástrofes naturais de grande porte, atentados terroristas de repercussão mundial, etc.

Tecendo considerações.

O mundo pode acabar?

Se entendermos o mundo como nossa existência, a existência da humanidade, a resposta é sim. E essa resposta tem conexões tanto com o conhecimento científico como para os demais ( religioso, filosófico, senso comum). O fato é simples, várias espécies já se extinguiram da face da Terra, muitos seres já passaram por aqui e hoje já não existem mais, dentre eles, segundo a teoria evolucionista, até alguns de nossos ancestrais.
Um minúsculo planeta habitado por nós num sistema solar, numa galáxia, num grupo local, no universo teria pouca importância no contexto. Assim, a extinção material é uma possibilidade real e normal para todos seres vivos.

O fim do ponto de vista espiritualista.Se acreditarmos num princípio inteligente que está em tudo e em todos seres vivos (e para alguns até o reino abiótico) um espírito imortal e indestrutível que após a morte do corpo de carne continua a pensar com individualidade e com atuações constantes em novos meios constituídos de matérias diferente das que conhecemos, todo fim será encarado com um novo modo de vida, um novo ciclo. Daí, não haver grandes assombros, visto que, de qualquer forma a vida continua.
Então, até agora vimos que tantos materialistas como espiritualistas podem considerar o fim do mundo sem grandes preocupações. O materialista sabe que como organismo vivo que cessa de viver quando as atividades cerebrais param, não teme (ou não teria que temer) pois, esta incluído na evolução e está sujeito as leis da natureza. O espiritualista, que ao contrário do primeiro, crê que a vida carnal é apenas uma entre tantas, também não teme (ou não deveria temer) por motivos mais óbvios ainda, ele continuará a existir.

O fim do mundo e a questão do tempo. Quando?Como já vimos, ao que parece, cada geração desenvolve argumentos para ser eleita como a última, esse assunto já foi discutido na internet, e parece que isso visa dar mais importância a atual fase em que vivemos. Como também já dissemos, algumas datas parecem mais propícias, dão a impressão de novo ciclo e sugerem a idéia de que se tem que destruir tudo para começar outra vez. As catástrofes, naturais ou sociais, incentivam as discussões sobre o fim. Na realidade para quem as viveu é um fim real, imaginem as vítimas do tsuname da Indonésia em 2004, ou as do Word Trade Center, ou ainda, os japoneses que arderam nas explosões atômicas. Para esses o fim do mundo foi algo real.

O porquê do fim do mundo? Por que é um assunto que sempre se fala.Primeiramente o fato de pertencermos a uma sociedade ocidental com bases em religiões que desenvolvem conceitos de mundo linear com início, meio e fim proporciona isso. As literaturas dessas religiões sempre trazem um final. O juízo final , o fim dos tempos, etc. Para religiões chamadas orientais (Hinduismo, Budismo) a questão do fim é interpretada de maneira um pouco diferente, pois o tempo e o fim são parte de um ciclo, onde tudo recomeça.
Depois há uma lógica até materialista, a qual já expomos, por sermos produto de uma evolução estamos sujeitos a um fim. Que pode ter causas naturais ou pode ser provocado por atitudes incondizentes com o sistema mundo, tese muito discutida por James Lovelock na teoria de Gaia. Que por sinal é muito coerente.
Uma outra observação, sobre uma certa tendência em acreditar no fim do mundo, tem cunho econômico-social (devem ter alguns escritos sobre isso, em livros ou na rede mundial, porém, honestamente, só discuti isso com companheiros e amigos, os quais, muitas vezes compartilharam das mesmas observações). Esse motivo [econômico-social] é bem simples. Os excluídos, ou aqueles que não consomem como gostariam, uns que passam dificuldade de toda ordem (analisem que há muitos suicídios por motivos desse tipo) desejam o fim do mundo como um motivo de vingança. A morte nivela. Pobre, rico, mendigo apodrecem. Isso causa uma certa desforra, um prazer macabro e secreto. Uma vontade de ver aqueles que não conseguimos imitar perderem o que tem ou partirem desse mundo. Ou seja, uma ação da inveja pessoal e até coletiva, que pode ser interpretada assim: para mim (entenda, que não desfruto desse mundo) esse mundo pode acabar mesmo, há muita coisa de errada nele.
Podemos incluir uma vontade espiritualista sobre o fim do mundo. Considerando que marca, para muitos, o fim de uma era e o início de outra, é bom que essa mudança acorra o mais rápido possível porque uma nova era é sempre melhor que a de outrora.

Considerações finais.Grandes mudanças e catástrofes podem acontecer. Tanto do ponto vista materialista como espiritualista. E é bem possível que acontecem. Quando? É o que não dá para dizer. O desenvolvimento da teoria Gaia e os escritos de James Loverlock, entre muitos outros, são muito coerentes. Nunca na história da humanidade o ser humano causou tanto impacto na natureza, basta uma análise pormenorizada e identificamos muita coerência nessa questão ambiental.
A destruição do meio ambiente natural talvez seja o maior problema que teremos que enfrentar. Para evitá-lo, não é novidade, sabemos o que fazer: mudar os conceitos de qualidade de vida e os modos de consumir e produzir. Difícil não?! Então, por essa ótica, é bem provável que a humanidade enfrente algum problema nesse sentido. Acreditar que isso possa ser um fim absoluto é complicado. Mas não se pode negar que para muita gente, se tudo continuar assim, vai ser um verdadeiro fim do mundo.
Não podemos descartar eventos astronômicos: asteroides em nossa órbita, inversão dos pólos, mudança no eixo de inclinação da Terra, modificações atmosféricas, etc. Vale lembrar que eventos como esses não são descartados pela ciência e nem pelas teorias religiosas. Agora prevê-los com precisão é muito difícil.
Esotéricos e espiritualistas normalmente acham mais indícios e anúncios desses episódios catastróficos do que a ciência. Isso ocorre devido a forma de análise de ambas (leia neste blog, o fator religião). Por outro lado, o fato da ciência ter mais dificuldades de constatar o suposto cataclismo não anula a possibilidade, a ciência trabalha com provas e métodos que tem extremo valor para a humanidade, porém algumas coisas podem escapar de sua análise. Como já aconteceu várias vezes.
Visto tudo isso, aguardemos, os anos, os séculos e os milênios. Mas, não vamos nos frustrar se não presenciarmos o fim. Um dia ele chegará! Mesmo que não estivermos mais aqui.

Sites de referência:
Sobre teoria de Gaia.
http://www.healing-tao.com.br/artigos/teoriadegaia.htm
Sobre teorias do fim do mundo, várias visões: científicas, proféticas, etc.
http://www.doismiledoze.com/
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21960&op=all
Imagem: fonte.

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