sexta-feira, 29 de abril de 2016

Parnaso de Além Túmulo.


O livro "Parnaso de Além Túmulo" de Francisco Câncido Xavier tem méritos que vão além da abordagem espírta (Kardecista) da obra.
Considerado uma obra mediúnica escrita através da mediunidade de Chico Xavier o livro trás poemas de vários autores famosos quando vivos. Não temos a intenção aqui de defender a veracidade de tal obra, o que queremos e destacar o valor literário da mesma.
Os poemas são escritos com inquestionável qualidade e, queiram ou não, há uma correspondência de estilo entre os textos escritos pelos autores quando vivo e depois de desencarnados. Inegavelmente a obra possui um valor literário.
Sua primeira edição é de 1932, no ano de 1972 já estava em sua 40ª edição. Com poemas de autores desencarnados do porte de Augustos dos Anjos, Castro Alves, Casemiro de Abreu, B. Lopes, Cruz e Souza, Olavo Bilac e, surpreendentemente, Pedro de Alcântara, o Dom Pedro II, último imperador do Brasil o livro é uma valiosa fonte de análises e estudos.
Como o próprio Chico Xavier interroga e explica sobre os poemas: " Serão das personalidades que as assinam? - é o qu enão posso afiançar. O que posso afirmar, categoricamente, é que, em consiciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel." (Parnaso de Além Túmulo. p.33).

Acompanhem comigo algum poemas.

Por Augusto dos Anjos.

"Homem! Por mais que gastes teus fosfatos

Não saberá, analisando os fatos,

Inda que desintegres energias,

A razão do completo e do incompleto,

Como é que em homem se transforma o feto

Entre os duzentos e setenta dia."

(Estrofe de Vozes de Uma sombra. Parnaso de Além Túmulo. p.150)


Por Castro Alves.


"No extremo polo da vida

Diz a Morte: - 'Humanidade,

Sou a espada da Verdade

E a Têmis do mundo sou;

Sou balança do destino,

O fiel desconhecido,

Lanço
Cômodo no olvido

E aureolo a fronte de Hugo!'"

(Estrofe de A Morte. Parnaso de Além Túmulo. p.257)


Dentre tantos outros de igual qualidade.


Fonte:
XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além-Túmulo (Poesias Mediúnicas) [pref. de Manoel Quintão.] 9ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1972.

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