domingo, 17 de julho de 2016

Medo da morte, uma análise espiritualista.


Todo medo pode gerar distúrbios e problemas, transformam-se em conceitos, plasmam pensamentos que podem maximizar esse sentimento. Com o medo da morte não é diferente.
Na concepção espiritualista não devemos ter medo de nada, inclusive da morte. Não podemos confundir ausência de medo com irresponsabilidade e desprezo para com a vida. Toda existência física é de extrema importância, temos que cuidar e manter nosso corpo em situação segura, essa é uma máxima inclusive biológica, qualquer ser vivo se defende e procura incessantemente viver o máximo possível.  
Mas então, por que temos medo da morte?
Vale lembrar que não temos medo apenas da morte, temos medo de perder o emprego, do relacionamento não dar certo, de sermos hostilizados, de sofrermos preconceitos, de sermos excluídos de grupos etc. Poderíamos enumerar centenas de medos. O medo da morte é só mais um e está ligado a duas das causas principais de todos os medos - à ignorância e ao desconhecido.
O ser encarnado, via de regra, está "programado" a não perceber o plano espiritual, não consegue se lembrar das vidas passadas, vive como se tudo acontecesse em uma única existência, tudo que foge da sua percepção o assusta. Isso é muito positivo, atua como uma forma de valorizarmos a nossa existência atual, mas ao mesmo tempo nos confunde quanto pensamos na morte como um ponto final.
A morte é apenas uma mudança de estado vibracional-corporal alterando os sentidos externos de tempo e espaço e internos de percepção e análises. Por ser normal não há necessidade do medo.
Contudo, por que inclusive muitos pessoas iniciadas no espiritualismo e conhecedoras de muita coisa escrita aqui ainda tem medo da morte?
Nesse caso temos que considerar alguns aspectos, vamos por partes: 1. Apesar da morte ser completamente normal ela é uma mudança e toda mudança gera algum desconforto. A mudança que a morte nos impõem demanda algum tempo e adaptações para nos acostumarmos, daí o medo quando prevemos essas mudanças significativas, pois tentamos buscar a estabilidade e a paz, fatores pouco compreendidos por nós. 2. Outro fator, é que mesmo a pessoa tendo conhecimento das concepções espiritualistas ela teme, muitas vezes em forma de pressentimentos, a vida pós-túmulo. Isso ocorre porque no plano espiritual  não há máscaras, fingimentos e mentiras, vamos nos deparar com quem realmente somos e isso pode gerar um certo desconforto, pois nos vermos e nos sentimos como somos na essência não deve ser muito agradável.    
        

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