domingo, 21 de agosto de 2016

Somos Deuses.


"Vós sois deuses" (João 10:34), essa é uma das citações mais comum entre católicos e espíritas, na maioria dos casos, a grosso modo, é usada para designar uma conduta reta, uma moral alinhada com os ensinamentos do mestre. Ou seja, aplicada num sentido figurativo, não significaria que somos na verdade deuses.
Ao longo de meus estudos sobre espiritualismo essa interpretação sempre me intrigou, nos primeiros meses de estudo do espiritismo de forma sistematizada, numa aula sobre espíritos superiores, desferi a pergunta: alguns desses espírito podem ser confundidos com deuses? A reposta foi precisa: Não!
Li, li mais e tentei refletir sobre. Assisti a vários vídeos no canal Diálogo com os Espíritos e hoje, pelo menos para meu intendimento íntimo, afirmo que somos deuses sim. Não no sentido figurado, mas na plena realidade.
Se partimos do princípio de que uma força geradora nos criou em espírito, ela deve ter usado (e ainda usa) algo dela para nos criar. Esse algo não pode ser entendido como matéria, mas talvez como energia ou intenção, mas dificilmente dá para negar que esse princípio não sai desse Deus gerador. Dessa forma, temos em nós os princípios, as qualidades, os atributos, as características, as intenções, as "obrigações" com a lei, as particularidades, a forma, a potência criadora e tudo mais que o princípio gerador tem.
Nós somos uma energia pensante do universo, que se agrega à matéria durante algum tempo para evoluir. Num determinado momento conseguimos manter um pensamento contínuo e nos individualizamos, a partir daí começamos a ensaiar nossa capacidade criadora através de nosso pensamento.
A princípio, criamos formas materiais, físicas, pensadas e materializados com nossos braços e artefatos tecnológicos, depois manipulamos energia via pensamento; em síntese, depois de individualizados passamos todo tempo criando, a maioria das vezes inconsciente. Criamos ideias depressivas, doenças, formas pensamentos, ambientes espirituais, alegria, tristezas etc.
Alguns espíritos chegaram a um ponto em que seu pensamento começa a vibrar mais intensamente com o "hálito" mental do Deus gerador. Nesse momento as intenções de criação se aperfeiçoam, cria-se e organiza-se grandes galáxias nas quais estão contidas os princípios espirituais que, por sua vez, um dia irão se individualizar e criar.
Então somos sim Deuses.

Para aprofundamento no tema:
Evolução em Dois Mundos, espírito André Luís, psicografia Chico Xavier.
Diálogo com os Espíritos, vários vídeos, em especial com o Caboclo Pena Branca e com a entidade Novocks.   

sábado, 6 de agosto de 2016

Causas da depressão.

O Caboclo Pena Branca, uma das entidades mais elevadas e esclarecidas que se manifesta no canal Diálogo com os Espíritos,   aborda a depressão de uma forma extremamente elucidativa. 
Para essa entidade, em grande parte, a depressão é uma doença da alma, quando perdemos energia ocorre a depressão, é como se nos propuséssemos fazer um caminho diferente daquele que havíamos planejado no plano espiritual.
O diálogo inteiro  é muito esclarecedor, aborda o sofrimento, que às vezes pode ser egoísta e uma forma de chamar a atenção para si. Alerta-nos para a necessidade de compreendermos certos processos que podem nos provocar sofrimentos.  
Percebemos no diálogo outras questões relacionadas a nossa experiência no corpo, sobre aprendizagens, sobre como devemos encarar a vida etc. Vale a pena assistir.      


domingo, 17 de julho de 2016

Medo da morte, uma análise espiritualista.


Todo medo pode gerar distúrbios e problemas, transformam-se em conceitos, plasmam pensamentos que podem maximizar esse sentimento. Com o medo da morte não é diferente.
Na concepção espiritualista não devemos ter medo de nada, inclusive da morte. Não podemos confundir ausência de medo com irresponsabilidade e desprezo para com a vida. Toda existência física é de extrema importância, temos que cuidar e manter nosso corpo em situação segura, essa é uma máxima inclusive biológica, qualquer ser vivo se defende e procura incessantemente viver o máximo possível.  
Mas então, por que temos medo da morte?
Vale lembrar que não temos medo apenas da morte, temos medo de perder o emprego, do relacionamento não dar certo, de sermos hostilizados, de sofrermos preconceitos, de sermos excluídos de grupos etc. Poderíamos enumerar centenas de medos. O medo da morte é só mais um e está ligado a duas das causas principais de todos os medos - à ignorância e ao desconhecido.
O ser encarnado, via de regra, está "programado" a não perceber o plano espiritual, não consegue se lembrar das vidas passadas, vive como se tudo acontecesse em uma única existência, tudo que foge da sua percepção o assusta. Isso é muito positivo, atua como uma forma de valorizarmos a nossa existência atual, mas ao mesmo tempo nos confunde quanto pensamos na morte como um ponto final.
A morte é apenas uma mudança de estado vibracional-corporal alterando os sentidos externos de tempo e espaço e internos de percepção e análises. Por ser normal não há necessidade do medo.
Contudo, por que inclusive muitos pessoas iniciadas no espiritualismo e conhecedoras de muita coisa escrita aqui ainda tem medo da morte?
Nesse caso temos que considerar alguns aspectos, vamos por partes: 1. Apesar da morte ser completamente normal ela é uma mudança e toda mudança gera algum desconforto. A mudança que a morte nos impõem demanda algum tempo e adaptações para nos acostumarmos, daí o medo quando prevemos essas mudanças significativas, pois tentamos buscar a estabilidade e a paz, fatores pouco compreendidos por nós. 2. Outro fator, é que mesmo a pessoa tendo conhecimento das concepções espiritualistas ela teme, muitas vezes em forma de pressentimentos, a vida pós-túmulo. Isso ocorre porque no plano espiritual  não há máscaras, fingimentos e mentiras, vamos nos deparar com quem realmente somos e isso pode gerar um certo desconforto, pois nos vermos e nos sentimos como somos na essência não deve ser muito agradável.    
        
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...